Refugiados e imigrantes – a língua como barreira ao acesso a um médico

Embora o estudo da equipe do Professor Czapla tenha se concentrado em pacientes LGBT+, os mecanismos de exclusão que eles descrevem também se aplicam, em grande parte, a outros grupos vulneráveis às desigualdades no acesso à saúde, incluindo refugiados e imigrantes de primeira geração. A situação deles, no entanto, é ainda mais complexa, pois as limitações no acesso à saúde decorrem não apenas de preconceito ou falta de conhecimento da equipe, mas também de barreiras administrativas, legais e linguísticas.

“As maiores dificuldades enfrentadas pelos refugiados estão relacionadas às barreiras linguísticas, culturais e legais. O conhecimento limitado do idioma do país anfitrião é um grande problema, já que a maioria dos serviços de cuidados com a saúde não oferece intérpretes. Além disso, a equipe médica carece de competência em diversidade cultural. Isso significa que os médicos muitas vezes não compreendem o contexto do paciente — sua história, suas experiências ou mesmo os diferentes modelos de compreensão de cuidados com a saúde e doença que variam entre as culturas “, explica o professor Michał Czapla.
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A falta de intérpretes médicos em unidades de cuidados com a saúde faz com que pacientes imigrantes tenham que depender de familiares ou desconhecidos para traduzir seus sintomas e histórico médico. Isso pode levar a diagnósticos errôneos, tratamentos inadequados e redução da eficácia do tratamento. Em casos extremos, os pacientes chegam a abandonar suas consultas médicas por não conseguirem encontrar alguém que os ajude a se comunicar.